Empresas dependem de pessoas. Grande novidade. No entanto, parece que não se vê uma coisa tão óbvia com naturalidade.
O advento de incríveis tecnologias não afastou as pessoas, nem um milímetro, do ambiente produtivo, antes pelo contrário, passou a exigi-las, porém com toda a força de seus potenciais.
Há algum tempo apenas cérebros (e não braços) são contratados. E há menos tempo só se contratam cérebros inovadores, forjados mais na atitude que na formação curricular.
Máquinas podem escrever, calcular, montar coisas, empacotá-las, analisar gráficos e reunir dados. No entanto, centenas de pessoas seriam alijadas do processo produtivo se as empresas não dependessem tanto de costante inovação.
Inovação é a palavra. Hoje as pessoas são desafiadas a apresentar soluções criativas com menos custos e mais resultados. Eficácia é inovaçáo. E vice-versa.
E só pessoas inovam.
Não obstante, colaboradores criativos perto de diretores e outros altos gestores, acabam vivendo um ambiente mais competitivo, abafado ou ostensivo, pois todos querem ter projetos aprovados. Jovens da geração Z e Y têm pressa, querem subir, coordenar, ter suas ideias implementadas.
Assim, pesquisar o clima organizacional passa a ser imperativo.
Parece simples melhorat o clima entre funcionários operacionais. Não é difícil tratá-los melhor, administrar pressões, alternar horários, privilegiar a família, melhorar a alimentação, reformat o transporte e estabelecer premiações mais justas. Só que não é simples, precisa partir de gestores sensíveis a mudanças e atentos à inovação.
Mesmo na produção, hoje, as pessoas vêm buscando chances de crescimento. Já estudam mais e desejam trabalhar estrategicamente. Como administrar tantas ansiedades?
E o desafio é maior nos setores que se obrigam a apresentar soluçōes. Entre coordenadores de projetos, "marketeiros", supervisores e gerentes, os motivadores são mais complexos. A estas pessoas são mostradas , mesmo tacitamente, maiores possibilidades de galgar os comandos, quem nem sempre estão disponíveis a todos. Seus desafios são sempre elevados.
A luta pela ascensão e aceitação de ideias pode se tornar um martírio para os mais comprometidos com um futuro de liderança corporativa. A falta de perspectivas imediatas ou minimamente claras pode ser um sinalizador de desânimo e de iminente baixa produtividade, especialmente no campo da inovação. E o que fazer? Perder talentos para a concorrência?
Pesquisas de clima devem priorizar a intimidade de cada departamento, por menor que seja, para entender as peculiaridades das vísceras da organização.
A junção das pesquisas viscerais permite perspectivas. Assim teríamos como saber onde estão os gargalos na convivência pouco produtiva e inovadora entre os colaboradores.
É a partir das células que se interfere no organismo.
Deve ser um exercício extenuante de adivinhação elaborar perguntas pertinentes a todos os departamentos ao mesmo tempo, todos com características tão específicas. As respostas, muitas vezes, podem vir mascaradas por percepções pouco realistas de um todo que poucos conhecem.
A nosso ver, empresários que não se atentarem para o clima de sua organização a partir de percepções mais íntimas podem colocar em xeque a manutenção de seus negócios.
Ninguém duvida que produtos e serviços acabam sendo parecidos e que somente pessoas podem agregar valor que mostra onde moram as diferenças. E essas pessoas? Sabem por que fazem as coisas? São perguntadas quanto ao que pensam da empresa, sua missão e seus valores? Sabem para o que contribuem?
A busca do melhor clima organizacional, com implementação competente das necessidades detectadas em pesquisas bem dirigidas, pode fazer bem à imagem das organizações, como resultado das atitudes dos que atuam nelas.
Somente gente mostra porque se justifica a existência de uma organização e do que ela produz em um mundo onde tantos fazem todo dia coisas tão parecidas.
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